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O Kikongo é a nossa identidade

O Reino do Kongo existiu antes da chegada dos europeus. A língua dos habitantes do Reino é o Kikongo. A capital do Reino do Kongo e Mbanza Kongo.
“Ne Kongo Kalunga ou Nzaambi a Mpungu Tulendo são apelações de Deus criador na terra Kongo…”

Kongo, Mukongo, Bakongo, Kikongo e Mbanza Kongo todas essas palavras esta na língua Kikongo. KONGO é a escrita CERTA, CONGO é a escrita ERRADA. Porque o KONGO se escreve com K e não é com C? Sabem por quê??? O objetivo principal dos europeus foi à dominação, acabar com a nossa existência, isto é perder a nossa identidade.

KONGO: Verdadeiro nome da terra de WENE NIMI A LUKENI.
CONGO: Falso nome ocidentalizado pelos EUROPEUS

O alfabeto de Kikongo tem 20 letras: A, B, D, E, F, G, I, K, L, M, N, O, P, S, T, U, V, W, Y, Z.
Tem 5 vogais que são: A, E, I, O, U e as semi vogais são: W, Y
As consoantes são: B, D, F, G, K, L, M, N, P, S, T, V, Z.
No alfabeto de Kikongo as letras: C, Q, R, J, H, X não existem.
Substituiu-se J pelo Z; X pelo S; R pelo L; O Ç ou SS em kikongo é S (Ex:Disu); o G nunca tem valor de J (Ex: Nkonge).

Os europeus que transformaram a escrita dos seus nomes, como é possível aceitar isto, se o C, Q, R, J, H, X não existem na nossa língua kikongo, sei que não é grave, mas os europeus não queriam respeitar as essas línguas, uma forma de dominação e manipulação, ao fim se perderam a verdadeira identidade, dizimação total.

KONGO tornou CONGO escrita errada
MBANZA KONGO virou MBANZA CONGO escrita errada
BAKONGO tornou BACONGO escrita errada
MUKONGO virou MUCONGO escrita errada
O KIKONGO tornou KICONGO escrita errada

Até muitos levaram essa escrita nos seus nomes em kikongo
MAKULUZU tornou MACULOSO
KUBAMA tornou CUBAMA
MAKUMAYA tornou MAUMAYA

Kiese em Quiesse, Nkosi em Coxi, Ndongala em Dongala Mpanzu em Panzo, Nlandu em Lando, Nsimba em Simba, Mpemba para pemba, NZAU para ZAU, Mataya para Mataia, Soyo para Soio, Kibokolo para Quibokolo, Makela para Maquela… são escritas erradas.

Os colonialistas para tirar a nossa identidade começaram em mudar os nossos nomes começando no primeiro rei do Kongo que os recebeu ‘Rei Nzinga Nkuwu batizado tornou Rei Dom João I.

Atribuíram-nos os seus nomes sem significados:

Cão: mbua
Coelho: lumba
Pedro, Pierre: pedra
Pinto: muana nsusu
Fruta: bundu
Sardinha: nzonzi (peixe)

Palito, Afonso, Manuel, Borges, João, Miguel, Mateus, Jorge… inclusive nomes de animais, plantas e peixes sem valores espirituais.

Todo nome em Kikongo têm o seu significado, todas as aldeias, rios, montanhas, florestas e as pessoas tem nomes e apelidos com uma significação e inspiração divina, isto é muitíssimo importante na cultura Kongo ou Africana.

Zola: amar
Nzola: amor
Tuzolana: amemo-nos
Kiese: alegria
Tusamba: oremos
Samba: orar
Tutondele: agrademos (obrigado)
Kuntuala: a frente
Mwêne: ver
Luvayika: sair
Matumona: o que vimos
Lufiauluisu: consolação
Matondo: obrigado
Luvuluzu: salvação
Dizaya: confissão

Tenho a impressão se um Bakongo escrever nos documentos oficiais de Angola na diplomacia:

Paris em Pali
Portugal em Polutugale
França em Falansa

Devido à alienação esse Bakongo pode vir a perder o seu emprego e expulso nos serviços diplomáticos. Os colonizadores foram manipuladores fingindo não escutar bem os nossos ancestrais para transformar os nossos nomes no caso de NZADI ele escreveram ZAIRE, uma escrita completamente diferente da pronunciação, foi uma forma de nos desviarem da nossa própria identidade.

Temos que valorizar a nossa língua Kikongo e outras línguas Africanas, respeitando a escrita tendo em conta o alfabeto dessas línguas. A intenção é mostrar ao mundo a verdadeira cultura no combate a toda forma de alienação cultural que vive essas línguas africanas do além-atlântico transplantadas para o Brasil e América latina, e aqui no Brasil, difundida no candomblé congo-angola.

Ilabantu